Gravação depoimento sobre Karine Serrano
Fisioterapia Coluna Lombar
Reabilitação paciente Karine Serrano
Pos cirurgia - Estabilização Dinâmica
Sling Training para fortalecimento musculatura paravertebral
Por que do sling training para mim? Por que chegamos a essas
condições do sling funcionar e do sling
ter sido indicado pra mim?
Ft. Lucio Flavio, Pcte Karine Serrano e Dr. Wellington
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O quê que foi na cirurgia? Por que precisou da cirurgia?
O diagnóstico é uma degeneração do disco, num paciente tão
jovem, não é normal. Mas isso tudo levou a gente optar por outros tratamentos
também, se você não fazia parte de um conjunto de pessoas, onde é normal ter
essa resposta. Então você tinha uma degeneração do disco, onde acarretou numa
protusão discal e hérnia, que começaram a comprimir a raiz nervosa, a raiz
lombar. Depois de ter tentado sem nenhum sucesso, chegamos à conclusão que o
melhor seria o tratamento cirúrgico. Que também não obteve uma melhora
satisfatória, porque você continuou tendo crises. E essas crises eram ponto de
preocupação. De todos nós profissionais que estávamos envolvidos no caso.
Médicos, terapeuta, acupunturista.
Aí chegamos a resposta do Sling: Dr. Lucio fez o curso em
São Paulo, e veio com essa proposta, foi até meu consultório. Onde
conseguiríamos melhorar a musculatura estabilizadora, articular sem forçar essa
articulação. Logo de imediato, quando ele me falou isso me deu um estalo, bateu
uma luz. Por quê? Porque eu estava a procura de um método onde não houvesse uma
sobrecarga na articulação e conseguisse fortalecer a musculatura estabilizadora
da sua coluna. Porque você já estava a bastante tempo, sedentária, sem fazer nenhum tipo de
atividade física, e sua musculatura estava hipotrofiando cada dia mais. E a
hipotrofia gerou a instabilidade da sua coluna, e era prejudicial tanto pra
degeneração em si, dos discos intervertebrais, como também da cirurgia. Porque
você operou, ficou um tempo parada. Depois da cirurgia ficou um tempo maior. E
eu precisava de fortalecer essa musculatura. Mas eu precisava fortalecer essa
musculatura, sem forçar, nem a estabilização que foi feita através da cirurgia
e nem da articulação por si só. E quando o Lucio falou isso pra mim, foi como
se caísse uma luva na minha mão. Eu disse “eu acredito que isso será o melhor
pra Karine”. Porque toda vida a gente falava sobre isso, que eu precisava
fortalecer sua musculação sem prejudicar sua articulação. E era uma coisa que a
gente não estava conseguindo: nem com natação, nem com hidroginástica, nem com
pilates. E Foi agora que nós tivemos a nossa melhor resposta, depois de 5 anos
de tratamento. E foi uma alegria muito grande, quando você veio me relatar a
primeira resposta, das primeiras sessões que você fez. Aonde você conseguiu
fazer determinados exercícios, movimentos, que eu jamais pensei que você
pudesse fazer. As visitas em meu consultório, onde você apenas fazia apenas uma
sustentação no seu tronco, no seu quadril, era motivo de dor, motivo de
fisgada. Onde descia perna afora. Era um quadro que deixava qualquer médico
insatisfeito. Mas como todo ,profissional, a gente fica sempre na retaguarda,
esperando que uma coisa possa melhorar, então eu fiquei nessa expectativa.
Então, quando você me relatou essa melhora, foi motivo de alegria imensa. Onde
eu passei a acreditar ainda mais, porque eu já acreditava com a explicação do
dr Lucio. Tanto é que eu te indiquei por causa disso.
E a diafibrólise?
Quando ele explica que consegue a movimentação desses
músculos, inclusive a tentativa do músculo mais intrínseco da coluna. E que não
é uma coisa difícil de se imaginar, né? E uma coisa importante de se destacar é
que durante esse período de sedentarismo, além da hipotrofia muscular, a gente
contava com essa fibrose, que foi pós-operatória, onde resultou nos grupamentos
musculares ficarem mais aderidos. E a diafibrólise é justamente a liberação
dessa musculatura, grupamento muscular por grupamento muscular, isso me deu
mais certeza ainda que o tratamento fosse adequado pra você. E também pra todos
os pacientes que tiverem esse tipo de circunstância. Que é grande parte, viu?
Onde é necessário fazer a cirurgia, e o paciente é obrigado a ficar em repouso,
e esse repouso pode começar a causar essa aderência nos grupamentos musculares,
além da hipotrofia. Então hoje em dia, eu acredito que, todo tratamento
cirúrgico, deve ter indicação o sling e a diafibrólise, onde será necessário
fortalecer a muscultarura hipotrofiada e a liberação da musculatura aderida.
Pra falar a verdade, eu acredito que é uma revolução do tratamento pós
operatório de coluna. Ou ainda de qualquer outro tratamento cirurgico, eu como
especialista de joelho, nas próteses que eu faço, nos ligamentos cruzados, eu
vejo uma hipotrofia... muito grande ... mas no caso específico da coluna, é
difícil vc alcançar essa musculatura intríseca da coluna, com qualquer outro
tipo de exercícios. Entao eu acho que é mandatório, se ter esse tipo de visão. A
equipe médica que trata do paciente precisa ter essa visão, não é somente o ato
cirúrgico que pode melhorar. O ato cirúrgico é uma coisa mecânica que vai tirar
determinada patologia, que não pode ser retirada com medicamento, com
quimioterápicos.Mas não podemos nos esquecer que o tratamento cirúrgico é uma
agressão ao organismo. Onde ele vai ficar parado pra se restabelecer daquela
agressão. Entao esse período de repouso, causa todos esses malefícios, porque
nosso organismo é dinâmico e ele não foi feito pra ficar totalmente parado.
Entao, o sling veio pra salvar o médico cirurgião, do pós operatório inadequado
que tem sido feito, constantemente durante vários anos.
E os últimos 5 anos podem ser resumidos nesse desgaste de
terapias inadequadas ou do sedentarismo puro. E o meu pós operatório foi extremamente
complicado. Eu tive situações que eu falava assim:
- “Estou convivendo com a dor!” Nesse 5 anos, eu passei a
entender como a dor funcionava. Eu chegava em casa e raríssimas vezes, eu me
lembro de ter passado uma noite sem sentir dor. Se eu não estiver medicada.
Estando medicada, eu ainda tinha um certo alívio, mas nessas crises tenebrosas,
nem com medicação eu tinha alívio.
E você me relatou
isso – respondeu Dr. Welligton – E isso era motivo de muita frustração. E é bom
lembrar, pois as medicações que você usou durante esse período, são medicações
de alta potência analgésica, de alto poder de sedação, e pra dormir você relata
que tem que tomar, tanto os sedativos como os analgésicos de ação central.
Sabendo que toda essa medicação tem efeitos colaterais, mas era uma maneira de
te deixar um pouco, menos desconfortável. Nem falo em “mais confortável”, mas
falo em menos desconfortável. Porque a queixa estava estampada na sua cara.
- Eu não conseguia me movimentar na cama!
- A qualidade de vida cai. Até mesmo o emocional do paciente
fica alterado. A irritabilidade fica a flor da pele. Todos os sentimentos ficam
exacerbados. Não se consegue promover a extensão do quadro álgico. E esse é o
grande “Xis” da questão: essa retirada do paciente que está com o quadro álgico
muito exacerbado, onde não se consegue nenhum tipo de tratamento que haja
remissão desse quadro. Vc passa a enxergar a medicina como tratamento, quando
se tenta fazer algo assim, o tratamento
fica totalmente desacreditado. Vc
passa a enxergar a coisa totalmente em vão, “por que estou fazendo isso? Sendo
que eu vou ter que conviver com a dor?” e já encontrei muitos médicos falando
isso pro paciente. E isso me diminuía muito, eu nunca acreditei, sob hipótese
alguma, que uma paciente deva aceitar a dor, como se fosse uma coisa normal. Eu
não posso admitir isso! Eu sendo médico, não posso admitir que a dor, seja algo
normal.
- E é tão interessante isso, eu sou tão condicionada a
sentir a dor, e ter tolerância a dor. Que eu tive muita dificuldade de
compreender que o sling pode ser feito completamente sem dor. Às vezes eu
deixava de relatar algum desconforto, alguma fisgada, e aí o Lucio falava “Karine, não me sonega
informações! Eu estou vendo que você está sentindo dor. Não deixa de me falar!
Eu tenho outros padrões para passar pra você. Onde você vai fortalecer a mesma
musculatura, mas não vai sentir dor. E o quê que eu fazia”Eu achava: não! Eu
vou fazer porque precisa ser feito!” a minha “cronicidade” com a questão da
tolerância a dor, eu também precisei me curar dela! Foi muito complicado! E
desses 3 meses que estou fazendo a terapia combinada sling e diafibrólise, de
agora pra frente, eu sou outra pessoa.
-Olha pra você ver como tudo isso é interessante: não estou
aqui pra fazer nenhum tipo de folclore e nem tão pouco exaltar qualquer tipo de
coisa não... nem fazendo propaganda, nem promoção de nada. Apenas fatos! São
fatos! Nós vivemos isso durante esses 5 anos. A gente não sabia que a resposta
era algo tão simples: a saída era o sling. A alteração da sua vida, foi tão
grande, ao ponto de você achar normal, a ponto de você mudar o seu ponto de
vista, o seu jeito de ser, sua característica, sua personalidade, vou fundo...
pq vc pensando a dor como padrao normal de vida, você muda o seu patamar de
qualidade de vida. Porque qualquer diminuição da dor, vc acharia que com isso
vc estava tendo uma qualidade de vida boa. E nós sabemos que não! Que ser
saudável é a ausência da patologia! Seja ela qual for: seja dor, seja questão
emocional... Tudo! E afetava isso: a mudança da sua característica, de chegar a
mentir, talvez a palavra mais adequada seja essa mesma, mentir para o
profissional fisioterapeuta, na esperança de que fazendo aquele exercício,
mesmo com dor, você seria aliviada em outro momento. Aquela coisa que estava te
martirizando a tantos anos. E é onde que pra você, o sling resolveu. Pois você
passou a conhecer o próprio corpo. Você conseguiu enxergar coisas que você
achava impossível de fazer devido a dor. Então quer dizer, você não está
mexendo só no foco do problema, houve uma mudança total, globalizada: do emocional, do orgânico, na
sua musculatura, no seu jeito de viver... talvez seja por isso que vejo tanta
radiação de felicidade que estou vendo ultimamente em você. O sling te ajudou a
encontrar essa possibilidade de fazer exercícios para o fortalecimento sem
causar a dor. E foi uma coisa que me ajudou muito a interpretar melhor o
paciente. Porque tem a visão muito alopata da coisa, muito mecânica, o
ortopedista tem mania de mecanizar o atendimento. Cada paciente é diferente,
ele precisa ser olhado como ser humano, onde ele tem um complexo de coisas que
influenciam na patologia. Ele tem um complexo de fatores que faz com ele se
encontre exatamente onde ele está. E isso tem que ser diferente, diferenciado
para cada paciente, cada pessoa. E ai vem a grande questão, a grande
importância do fisioterapeuta de enxergar isso.Porque ele não vai fazer o tratamento
globalizado pra todo paciente. Porque cada paciente tem determinada musculatura
que pode estar atrofiada, tem uma determinada fibrose que pode estar fazendo
uma aderência naquela região. E se o fisioterapeuta consegue enxergar isso, ele
se diferencia dos demais. Porque ele não vai atuar naquele paciente como mais
uma peça de trabalho dele. Ele vai atura no paciente como ser humano que está
tendo um problema que pode ser resolvido. Seja com determinada técnica, ou seja
com outra, mas ele consegue enxergar isso. Onde ele te falou, “olha, eu tenho
outros padrões de exercício, onde eu consigo fazer aquela musculatura
fortalecer, sem você sentir dor.” Então, o paciente precisa estar na mão do
profissional, ele precisa ter confiança no profissional e o profissional
precisa confiar na resposta do paciente. Eu costumo falar sempre para meus
pacientes: “medicina é acompanhamento. Medicina não é operar, passar remédio,
essas coisas... acompanhar, conhecer o paciente.
- E você faz isso muito bem Dr. Welligton!
- Então, somos dois! Porque o Lucio faz isso! Eu encaminho
pacientes pra ele com total confiança porque ele é uma pessoa diferenciada. Ele
tem condições de enxergar, e de dar um tratamento, parecido, ou até às vezes,
melhor do que o meu tratamento pacienteXprofissional. E isso pra mim é
importante. Porque eu encaminho, mas o paciente retorna no consultório com a
mesma satisfação que ele saiu do meu consultório. Sem ter nenhuma queixa de
maus tratos ou de tratamento superficial. O profissionalismo é preponderante,
porque você está mexendo com seu humano. E o ser humano não é só joelho, não é
só quadril, não é só coluna, ele tem outros aspectos que faz com que você
precise olhar com carinho. Na maioria das vezes, ele chega no consultório
debilidado, se vc é indiferente com aquela debilidade dele vc passa a não ter
condições de fazer um tratamento adequado. Porque o paciente não consegue se
entregar, não consegue chegar e se abrir. E é isso, você conseguir enxergar que
o paciente tem um problema real.
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